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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Semáforo


O semáforo pode ser visto de várias maneiras. O verde, amarelo e o vermelho numa sincronia perfeita de cores. O tempo que temos que parar para dar vez ao outro. A oportunidade para explosões causadas pelo estresse. Porque o que você queria mesmo era acelerar, mas foi freado por uma lei que zela pela segurança e pelo bem estar social, e você só queria que essa lei fosse à merda e pronto. Tempo de respirar. De ouvir aquele refrão de uma música que você ama (Ou de uma que você detesta, do carro do lado. E você pensando quando terá um carro com ar condicionado para ficar recluso no seu silêncio. Ou não.).
Quando o sinal vermelho aponta no semáforo, começa a hora de trabalho de muitos. Limpar o para-brisa dos carros em segundos é uma questão de sobrevivência. Na maioria das vezes é um trabalho feito por crianças, jovens e mulheres, para ajudar na renda familiar, renda essa que é quase inexistente. Eles tem muito mais do que reclamar, mas convivem bem com seu trabalho. Muitos correm felizes por entre os carros, mas não há como deixarmos de ver um olhar triste quando alguém é rude, tratando-os como bichos. As pessoas estressadas que mencionei se acham muito desafortunadas, mas, comparadas a quem está fora, elas estão num patamar mais elevado da sociedade. Bem mais elevado, diga-se de passagem.
Há outros fazem malabarismos ou vendem alguns produtos. Pegam "carona" por fora dos ônibus, alguns por meninice, mas a maioria por necessidade. Correm risco a todo momento. E são discriminados a todo instante, confundidos com assaltantes, "trombadinhas". É uma realidade triste, para a qual não podemos cruzar os braços. O interessante no trabalho de todos é que eles têm que aprender a lidar com a rapidez: se não for assim, não dá tempo de mostrar seu trabalho, muito menos de receber o dinheiro. Vejo muitos sorrindo, mascarando a dor.
Nós, no entanto, estamos sempre reclamando de tudo. Não olhamos bem o que temos e quem nos ama, e basta alguma coisa dar errado para esquecermos de tudo o que já ganhamos. Os meninos dos semáforos não têm muitos motivos para sorrir, segundo nós. Mas será que não?
Nosso pessimismo e nossa raiva precisa de um sinal vermelho, para que assim aprendamos a sorrir, agradecer, a sermos educados com as pessoas. Muitas vezes não temos dinheiro para dar, mas há o sinal verde para um belo sorriso. Alegre o dia de alguma daquelas pessoas.
Agora quanto a você: quando achar que precisa de calma, use o sinal amarelo para respirar, o vermelho para refletir, e no verde, vá sem pressa. O sentimento de alteridade deverá estar sempre presente.

Galera linda, o Despindo Estórias tá de casa nova! Agora sou hostee do
My Sweetie, acessem meu blog clicando aqui. Em breve esse sumirá, pois importei todos os textos daqui pra lá já. :)

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

O meu Natal

Jingle Bell Rock- Filme: Meninas Malvadas


Mesa cheia de comidas deliciosas. Coisas feitas às vezes só pelo hábito, porque é Natal e pronto. Isso não é culpa da minha mãe nem de ninguém, ela faz tudo com muito amor e dedicação. É que já se tornou algo tão mecânico essas festas, tão comercial, que a superficialidade toma conta. É assim em quase todas as famílias. Hoje quem lembra que o Natal é o nascimento do Menino Jesus? Natal é mesmo panetone, árvores enfeitadas com pisca-piscas, chocolate e peru. O abraço de felicitações não tem alma, emoção, é só pura e simples tradição. Um dia depois, ninguém mais lembra de confraternizar não! Só de comer o que sobra da ceia e fazer aquele churrasquinho, regado à música nas alturas e muita bebida. Não é assim em pelo menos 75% dos natais por aí afora?

Pessoas mais necessitadas que nós podem ter natais bem mais felizes. Tem gente que não tem onde morar, mas sabe pôr um belo sorriso no rosto. Tem gente que acha que uma cesta básica é um ótimo presente de Natal; afinal, sem ela, sequer teria o que comer no resto do mês. O Natal geralmente é visto por aqueles que fazem do pouco que lhe é necessidade a força p'ra lutar no amanhã com a esperança de vitória. Natal é renascimento, então que nasça um novo ser, seja de qual classe social for, tente realmente renascer, ter um bom avanço na vida!

Então, fica claro que o que faz um Natal ser realmente bom é como está o seu estado de espírito. Se você está bem consigo mesmo e contente que o que há ao seu redor, fica fácil ter um Natal realmente feliz.

A todos um Feliz Natal!

Pauta do Blorkutando