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terça-feira, 10 de novembro de 2009

De onde eu sou?

Às vezes me pergunto, nos dias que fico sozinha, mas sozinha mesmo: de onde eu sou? Perder-se e não saber se realmente aquela pessoa que diz tanto ser sua amiga, diz tanto que gosta de você, te trata como se fosse assim... dispensável? Nossa, como eu tenho sentido isso! E não queria, até porque não gosto de alimentar sentimentos negativos, mas dessa vez não tive escolha. Isso me persegue de um jeito. Não é que eu vá ficar revolts e mandar todo mundo catar coquinhos. Mas tenho certeza que tais questionamentos me dirão por onde ir, ou pelo menos por onde não ir de modo algum.
Certas amizades, por exemplo. Algo me diz que tenho que me afastar. Mais por mim do que por elas, pois por pensar muito nos outros me perdi dentro de mim mesma, e isso não é bom. Afinal, primeiro você tem que se amar, pois só assim conseguirá cuidar dos outros melhor, assim como cuidará de você. Tenho amizades que me deixam mal, sério. Pessoas que eu gosto, tenho convívio de anos, mas basta chegar outra pessoa pra ela me tratar como um...nada. Talvez elas nem se toquem, mas fazem muito mal a mim com isso. Eu confesso que já fiz isso, mas quando me toquei o quão ruim era, parei. Mas nunca deixei de passar por isso. Não é com todos, só algumas pessoas.
Eu me pergunto o que eu tenho de errado, e descobri que eu não tenho nada de errado. Claro que defeitos todos têm, mas nada que impeça de eu ser amiga. Sou ótima amiga, guardo confidências a sete mil chaves, procuro ser agradável. Sei que às vezes não me expresso bem, mas sempre me explico quando vejo que errei.
Pior que isso é também na família. Por não ter sido assim tão boa no passado, sou julgada pelo que fui e não pelo que sou. Tá, vocês podem dizer que a gente colhe o que planta, mas eu vou colher pra sempre algo que eu fiz por alguns anos e já me arrependi tremendamente? Caramba, isso que é justiça?
Me encontro assim. Não triste, mas um pouco revoltada. E a revolta nos faz mudar, porque na birra eu não quero apostar. Porque se já está assim, com ela piora tudo!

Imagem Getty Images

domingo, 12 de julho de 2009

Pavio curto

A minha ideia tem que ser aceita, e ainda mais, prevalecer. Discuto sempre colocando meu argumento como o mais correto, e ai de quem não concordar. É de assustar, né? Mas é assim que vivo. Espero que por pouco tempo, pois tô fazendo um esforço enorme para mudar.
Sempre achei muito gratificante impor minha visão de mundo, muitas vezes sem nem pensar no outro. Dá aquela sensação de poder, sabe? Você tem a impressão que sabe mais, e isso envaidece...
Mas sabe o que mais? Tô cansada de ser assim! Não só fiz muitas pessoas sofrerem como fiz sofrer a mim mesma. Percebi que o legal não é ter sempre razão, e sim perceber quando eu erro e mudar a direção do barco, tentando acertar ao agir de maneiras diferentes. É bom ter bons argumentos. Melhor ainda é ouvir o argumento do outro, mesmo que simples, e respeitá-lo.
Num mundo de tantas coisas a fazer para melhorar a vida de todos, não vou mais perder tempo com picuinhas. Juro.

Imagem: Getty Images

terça-feira, 23 de junho de 2009

Por um pouco mais de loucura


Às vezes, tenho vontade de deixar minha lucidez de lado e fazer o que me dá na telha. Não, não tô falando em fazer o mal. Falo de me soltar mais, dançar despreocupadamente (coisa que gosto tanto e faço tão pouco, mesmo sabendo que faço bem). Esquecer um pouco os juízos de valor dos outros também seria muito útil. Faria o que eu realmente acredito, sempre. O que me falta? Asas? Não, já as tenho, mas insisto em deixá-las sem uso. Na verdade voo em curtas distâncias, tenho medo do longínquo.
Também não quero, para uma suposta liberdade, me encher de bebida e ficar "leve", e fazer coisas de que talvez me arrependa. Não, já experimentei isso, e não tem um sabor nem um pouco adocicado.
Quero ser livre. Quero viver feliz não por causa de outro alguém, e sim por mérito próprio. Até porque quem está com a gente hoje, pode não estar amanhã, afinal a vida, o tempo, passam num ínfimo suspiro, tudo pode mudar, nada é garantido, e não podemos nos apegar. Quem ama deixa ir.
Aí me pergunto: será que eu amei quem disse amar? Ou era uma carência tão grande que me cegava, me impedindo de ver a verdade? Me impedindo de estar no caminho certo, no caminho do bem, que (acho) que estou encontrando agora? Por que busco tantas respostas?
Isso talvez eu nunca saiba. Talvez você que está lendo, por se identificar com tais dilemas, tente ajudar, aconselhar, mas sinceramente, por mais que tarde, acho que descobrirei sozinha tais respostas. Resta-me ter paciência, esperar a hora certa de desvendar os mistérios. E, nesse intervalo, não deixar de viver nem de amar.


"Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para."
(Paciência - Lenine)


P.S.: Leiam a entrevista de Marcelo Camelo no blog da Cultura. É maravilhosa, não deixem de conferir!

domingo, 26 de abril de 2009

Meu amor...

Eu tentei te esquecer, mas vi que isso era impossível. Tudo que me remetia a você já não está mais na minha casa. Porém, você está no meu coração, e não parece querer sair de lá...
Sinto falta do teu sorriso, do teu beijo, do teu abraço, das tuas brincadeiras. Tentei dar chance a outro alguém, e foi aí onde mais errei: o toque de outra pessoa me fez sofrer ainda mais, pois eu sabia que não era você, tinha de ser você, só pode ser você.
Te amo tanto que me sufoco às vezes. Porque agora esse amor está preso aqui dentro de mim. Provavelmente só eu sinto isso, você pode ter me esquecido rápido. Pode até nunca ter chegado a me amar de verdade. Não sei se tudo o que você me disse foi da boca pra fora, ou se realmente queria que eu sumisse. Só sei que isso doeu, e dói ainda mais agora. Eu queria te ver bem, não entendo porque de repente passei a atrapalhar. Se ao menos você tivesse me dito o porquê...
Só quero que você saiba que meu amor é verdadeiro. Pra mim você não é só um menino bobo, é alguém aprendendo a crescer. Então, se quer realmente ficar longe de mim, ouça só um conselho: sempre faça o que o seu coração pede. Não deixe que ninguém te imponha nada, você é o senhor das suas escolhas. Eu te amo muito, e estarei sempre torcendo para que você seja melhor, e ainda que pareça absurdo, nutrindo a esperança de que um dia você vai voltar pra mim.


Ao meu amor, que pode estar longe dos meus olhos, mas parece estar cada vez mais perto do meu coração.